A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná reforçou a importância da vacinação infantil contra a meningite após o registro de cinco mortes pela doença nas primeiras semanas de 2026. Apesar dos óbitos, os dados indicam queda nos casos e nas mortes em relação ao mesmo período do ano passado.
Entre as semanas epidemiológicas 1 e 10, os casos caíram de 233 em 2025 para 175 em 2026, uma redução de 33,4%. Já o número de mortes passou de nove para cinco, o que, segundo o Estado, demonstra o impacto das estratégias de prevenção e da alta cobertura vacinal.
A imunização segue como a principal forma de proteção, especialmente entre crianças. Em 2025, a cobertura da vacina meningocócica C atingiu 95,63% no Paraná, superando a meta do Ministério da Saúde. Em 2026, os números parciais são ainda mais altos, chegando a 97,9% até março.
Somente nos três primeiros meses deste ano, foram aplicadas mais de 62 mil doses da vacina em crianças menores de 1 ano, além de cerca de 30 mil doses de reforço em crianças de 1 ano.
O secretário estadual da Saúde, César Neves, destacou que a vacinação é essencial para evitar formas graves da doença. “Quando falamos de meningite, estamos falando de uma doença séria, e a prevenção por meio da vacinação precisa ser prioridade”, afirmou.
A meningite meningocócica é uma das formas mais graves da doença e pode evoluir rapidamente para sepse, com risco de morte e possibilidade de sequelas permanentes. A infecção provoca inflamação das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal.
A Sesa orienta que pais e responsáveis mantenham a carteira de vacinação das crianças atualizada. Pelo Sistema Único de Saúde (SUS), são oferecidas gratuitamente vacinas como BCG, meningocócica C e ACWY, pentavalente e pneumocócica, fundamentais para a prevenção da doença.
A recomendação é seguir rigorosamente o calendário vacinal, garantindo proteção desde os primeiros meses de vida.


