Durante a atuação dos bombeiros, o drone foi empregado principalmente na fase de rescaldo, etapa após o controle das chamas para eliminar focos remanescentes e evitar a reignição do incêndio. Com o uso de câmera térmica, as equipes puderam identificar pontos de calor em meio aos escombros, direcionando os esforços de forma mais precisa e eficiente.
O tenente-coronel Douglas Martim Konflanz, comandante do 8º Batalhão de Bombeiros Militar, responsável pelo Litoral, destacou que o equipamento foi fundamental para otimizar o trabalho das equipes em campo. “O drone foi bastante efetivo para detectar os pontos de calor, nos ajudando a determinar onde concentrar as equipes. Ele gerou uma otimização dos recursos humanos e também dos insumos, como a água que estava sendo utilizada. Com isso, reduzimos o desgaste das equipes e conseguimos abreviar o trabalho, apontando os locais que exigiam maior atenção”, afirmou.
Além da atuação no rescaldo, o uso da tecnologia contribuiu para o acompanhamento da evolução dos trabalhos ao longo do fim de semana, permitindo que as equipes direcionassem o combate de forma mais estratégica e com maior celeridade. A visão aérea também auxiliou na identificação de pontos com maior concentração de material combustível e na prevenção de novos focos. Corpo de Bombeiros do Paraná completa 21 anos da entrada das mulheres na corporação TECNOLOGIA PARA INTEGRAÇÃO – O presidente da Câmara Técnica de Operações com Aeronaves Remotamente Pilotadas do CBMPR, capitão Jackson Alexandre Machado, ressalta que o uso de drones no combate a incêndios também facilita a integração entre as forças envolvidas em uma ocorrência. “Nós criamos um software, o Sysarp, que faz toda a gestão da ocorrência e transmissão das imagens captadas pelo drone ao vivo, por streaming, que podem ser compartilhadas com todas as forças no local”, relatou. O Sysarp é uma plataforma web especialmente projetada para a aviação não tripulada aplicada à segurança pública. O foco central foi substituir planilhas isoladas e anotações em papel por um ambiente digital integrado, auditável e capaz de oferecer visualização operacional em tempo real. A ferramenta proporciona padronização de processos, reforço da segurança operacional e suporte à inteligência gerencial no âmbito institucional. De acordo com o capitão, as imagens captadas também têm utilidade técnica após o término da ocorrência. “As imagens em alta definição do incêndio permitem o posterior mapeamento para verificar os danos e perdas, por exemplo”, comenta. Bombeiros recebem capacitação para atendimento a pessoas autistas em ocorrências Ele destaca ainda que a tecnologia tem aplicação estratégica em diferentes tipos de incêndio, como o urbano, que foi o caso de Paranaguá, mas também o florestal e aqueles envolvendo produtos perigosos. “No florestal, por exemplo, é possível verificar a progressão do incêndio e direcionar as equipes para a melhor localização para o combate. Já em ocorrências com produtos perigosos, o drone permite levantar informações iniciais como tipo de produto, possíveis vítimas e se existe vazamento, que podem preservar a vida do bombeiro e auxiliar na definição da melhor estratégia para o combate seguro”, explicou. O emprego dos drones integra o processo contínuo de modernização do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná, ampliando a capacidade de resposta das equipes e proporcionando operações cada vez mais seguras, eficientes e estratégicas no atendimento à população


