Foto Reprodução / A Hora CDE
Uma cobrança irregular de estacionamento vem gerando revolta entre turistas, compradores e comerciantes em Ciudad del Este, no Paraguai. A prática ocorre principalmente aos fins de semana e aos domingos — dias em que o estacionamento em vias públicas deveria ser gratuito — e tem se transformado em um verdadeiro esquema de exploração, afetando diretamente o comércio e a imagem da cidade.
Segundo denúncias, fiscais informais estariam exigindo até 100 mil guaranis por hora para permitir o estacionamento em locais onde não há qualquer cobrança oficial. O valor equivale a aproximadamente R$ 80 por hora. Visitantes estrangeiros, especialmente brasileiros, relatam ainda a cobrança de US$ 15 por hora, prática considerada abusiva e ilegal.
Moradores e comerciantes afirmam que quem se recusa a pagar é impedido de estacionar, mesmo em ruas públicas. O esquema estaria concentrado em diversas áreas do centro comercial, com maior incidência no cruzamento da Avenida Adrián Jara com a Rua Carlos Antonio López, um dos pontos mais movimentados da cidade.
Um comerciante, que pediu para não ser identificado, relatou que muitos turistas desistem de entrar nas lojas ao se depararem com os valores cobrados. Segundo ele, a prática tem impacto direto no fluxo de compradores, principalmente aos domingos, quando tradicionalmente há grande circulação de visitantes.
As denúncias são ainda mais graves ao apontarem possível conivência ou proteção de agentes da Polícia Municipal de Trânsito, da Polícia Nacional e até de taxistas, o que dificulta qualquer fiscalização e reforça a sensação de impunidade. Moradores afirmam que o esquema funciona há meses sem qualquer intervenção efetiva das autoridades.
Até o momento, a Prefeitura de Ciudad del Este não se pronunciou sobre o caso. Comerciantes e consumidores cobram providências imediatas para coibir a cobrança ilegal, garantir o direito de estacionamento gratuito nos dias previstos em lei e evitar que a prática continue afastando turistas e prejudicando a economia local.