Com informações AHORA CDE – Foto Reprodução
Funcionários da Polícia Municipal de Trânsito (PMT) de Ciudad del Este estariam envolvidos em um esquema mafiosopara favorecer o acesso ao Puente de la Amistad a taxistas, furgões alternativos e veículos “privilegiados”, mediante o pagamento de propina. A prática prejudica diretamente a população em geral e, principalmente, os turistas que visitam a região para compras.
De acordo com denúncias, enquanto cidadãos comuns chegam a enfrentar até três horas de fila, especialmente em dias de calor extremo e grande movimento, os motoristas que pagam conseguem atravessar a fronteira de forma rápida. Parte do dinheiro arrecadado ilegalmente, segundo os denunciantes, seria repassada à chamada “corona”.
O esquema pode ser observado na interseção das avenidas Monseñor Rodríguez e Dr. Luis María Argaña, a poucos metros do acesso ao Puente de la Amistad. No local, agentes municipais permitem a passagem apenas de táxis, furgões alternativos e outros veículos previamente “autorizados”. Quem não paga é impedido de seguir.
A situação já gerou conflitos entre turistas, cidadãos e os chamados “zorros”. Segundo relatos, ao perceberem que alguns veículos tinham passagem liberada, outros motoristas tentaram seguir pelo mesmo caminho, mas foram barrados, o que resultou em discussões e confrontos. Posteriormente, esses episódios teriam sido apresentados como ataques aos agentes municipais, numa tentativa de encobrir o esquema ilegal.
Ainda conforme as denúncias, taxistas e furgões alternativos costumam fazer uma “vaquinha” para reunir o dinheiro da propina, que é entregue aos agentes da PMT. Ex-funcionários municipais afirmam que parte dessa arrecadação é direcionada a superiores hierárquicos.
Anteriormente, a entrega do dinheiro ocorria no Shopping Box, mas após uma denúncia do portal AHORA CDE, o local teria sido alterado.
Há ainda ramificações do esquema em outros pontos estratégicos da cidade, como na interseção da avenida Carlos Antonio López com Monseñor Rodríguez, onde agentes de Transporte Público e da PMT teriam praticamente “privatizado” a via para favorecer quem paga. Situação semelhante ocorre no cruzamento da avenida Dr. Luis María Argaña com Adrián Jara.
Com o aumento do fluxo de visitantes e as altas temperaturas, as reclamações se intensificaram e o esquema tornou-se ainda mais visível. As denúncias reforçam a percepção de que a PMT de Ciudad del Este segue envolvida em práticas de corrupção, mesmo após mudanças na administração municipal. Segundo críticos, Dani Pereira Mujica seria apontado como um dos principais articuladores dos esquemas dentro da instituição, que permaneceriam intactos.