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O aumento expressivo do contrabando de Mounjaro, medicamento de uso controlado indicado para diabetes tipo 2, tem mudado o perfil das apreensões realizadas pela Receita Federal, especialmente na região de fronteira. Em Foz do Iguaçu, o volume de produtos irregulares apreendidos já supera o de drogas ilícitas em diversas fiscalizações recentes.
A alta demanda pelo produto, impulsionada pelo uso irregular para emagrecimento, transformou o Mounjaro em um dos principais alvos do contrabando. As apreensões ocorrem principalmente em ônibus de linha, veículos particulares e bagagens, muitas vezes com os frascos escondidos em compartimentos improvisados e sem refrigeração adequada, o que representa risco à saúde.
Somente em uma das ações mais recentes, servidores federais apreenderam centenas de ampolas do produto, avaliadas em mais de R$ 130 mil, transportadas de forma clandestina. Nenhum responsável foi identificado no momento da abordagem, prática comum nesse tipo de crime.
A Receita Federal alerta que o medicamento não tem liberação para comercialização no Brasil para fins estéticos e que a importação sem autorização configura crime. O órgão reforça que o contrabando de fármacos, além de prejuízos fiscais, representa uma grave ameaça à saúde pública, já que não há garantia de procedência, armazenamento ou autenticidade dos produtos.
Diante do crescimento desse tipo de ocorrência, a Receita Federal afirma que seguirá intensificando as fiscalizações na fronteira, com foco no combate ao contrabando e à entrada irregular de produtos que colocam a população em risco.