Yasmim, 12 anos, enfrentava um tipo raro de câncer (Foto: Reprodução)
Yasmin Amorim, de 12 anos, que lutava contra um agressivo neuroblastoma, faleceu nesta sexta-feira (6), em Cascavel. A história da menina ganhou repercussão nacional após a revelação de um desvio de R$ 2,5 milhõesdestinados ao seu tratamento, em um caso que chocou o país.
Desde 2018, quando tinha apenas cinco anos, Yasmin enfrentava a doença. A morte foi confirmada pela família, que acompanhava a internação da menina no Hospital do Câncer de Cascavel.
Em 2024, a família travou uma batalha judicial para garantir o fornecimento de medicamentos importados de alto custo, estimados em cerca de R$ 2,5 milhões, que deveriam ser custeados pelo governo do Paraná. No entanto, a empresa contratada para a aquisição dos remédios não cumpriu integralmente o contrato, entregando apenas parte dos medicamentos Danyelza e Leukine.
As investigações apontaram uma série de irregularidades, como contas bancárias sem fundos e histórico de estelionatopor parte dos responsáveis. Enquanto a Justiça buscava reaver os valores desviados, o governo estadual autorizou uma nova compra emergencial dos medicamentos.
Yasmin conseguiu concluir a primeira etapa do tratamento no fim de 2024, mas não apresentou melhora significativa. Em 2025, ela não conseguiu finalizar a segunda fase, o que resultou na progressão da doença.
Os responsáveis pela fraude, Lisandro Henrique Hermes e Polion Gomes Reinaux, foram condenados por estelionatoe estão presos desde agosto de 2025. A responsabilização criminal, no entanto, não foi suficiente para evitar o desfecho trágico da luta de Yasmin, cuja história se tornou símbolo de falhas graves no sistema de saúde e na fiscalização de recursos públicos.