Presença feminina reforça cargos de liderança na Polícia Civil do Paraná
Foto: PCPR
A presença feminina em cargos de liderança na Polícia Civil do Paraná (PCPR) tem crescido de forma significativa e já representa maioria nas funções de chefia. Atualmente, o estado conta com 134 delegadas, das quais 125 ocupam posições estratégicas na condução de investigações e gestão de unidades policiais.
Para a delegada-chefe da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Camila Cecconello, o avanço reflete uma mudança importante no perfil da instituição.
“O aumento da presença feminina é um movimento extremamente positivo. Mostra que a Polícia Civil está mais moderna e representativa, onde o que define a liderança é a competência técnica”, afirma.
Além de liderar equipes, as delegadas atuam diretamente na organização das unidades e na condução de investigações. Segundo especialistas da área, a diversidade de perfis contribui para decisões mais equilibradas e eficientes.
Entre as características destacadas estão a atenção aos detalhes, a capacidade de organização, a resiliência e a inteligência emocional — fatores que impactam diretamente a qualidade do trabalho policial e o atendimento à população.
A delegada-chefe da Delegacia da Mulher de Curitiba, Emanuele Siqueira, ressalta que a presença feminina também tem ampliado a sensibilidade no atendimento a grupos vulneráveis e melhorado a gestão interna.
“Com mais mulheres no topo, a gestão se torna mais plural. Observamos uma maior eficiência na organização e na resolução dos casos, além da quebra de estereótipos históricos”, destaca.
Ela também aponta que as mulheres vêm ocupando espaços antes considerados predominantemente masculinos, como setores de inteligência e operações estratégicas.
Para as delegadas, o crescimento está ligado ao modelo de ingresso na carreira, baseado em critérios técnicos e meritocráticos, o que permite maior igualdade de oportunidades.
Ao falar sobre a trajetória na instituição, as profissionais incentivam outras mulheres a ingressarem na carreira policial.
“A mensagem é de coragem e foco. A segurança pública precisa da perspectiva feminina. É uma carreira desafiadora, mas extremamente gratificante”, afirma Camila.
Emanuele reforça: “Não peça licença para ocupar seu espaço. A competência será sempre o principal instrumento contra qualquer preconceito”.