Foto: Lia de Paula/ Agência Senado
As temidas provas de baliza foram retiradas do exame prático para quem vai tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) em São Paulo. A mudança foi anunciada nesta segunda-feira (26) pelo Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP) e já está em vigor.
Além do fim da baliza, os candidatos também passam a poder realizar o exame prático em veículos com câmbio automático, medida que acompanha o crescimento desse tipo de carro na frota brasileira.
Com a retirada da prova de estacionamento, o exame passa a se concentrar exclusivamente na etapa de circulação, avaliando a condução do candidato em situações reais de trânsito. O trajeto permanece semelhante ao modelo atual, incluindo conversões à direita e à esquerda, uso correto da seta, realização de parada em local permitido e direção segura e responsável.
A mudança também resultou na exclusão de duas faltas eliminatórias entre as dez previstas anteriormente:
- não conseguir colocar o veículo na vaga balizada em até três tentativas e dentro do tempo estabelecido;
- avançar sobre o balizamento demarcado durante o estacionamento.
Segundo o Detran-SP, as alterações são possíveis graças a uma resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que permite ajustes para tornar o exame mais compatível com a realidade do trânsito atual.
“A mudança amplia as possibilidades para os candidatos, respeitando os critérios técnicos já adotados nos exames”, informou o órgão em nota.
De acordo com Lucas Papais, diretor de atendimento ao cidadão do Detran-SP, as autoescolas já foram comunicadas e as novas regras estão disponíveis na página CNH Paulista, na internet.
As mudanças seguem a mesma linha das medidas anunciadas pelo governo federal em dezembro do ano passado, que visam facilitar o acesso à CNH. Entre elas, está o fim da obrigatoriedade de aulas em autoescolas e a possibilidade de uso de veículo próprio no exame prático — o que inclui carros automáticos.
Segundo o Ministério dos Transportes, o Brasil ainda enfrenta um cenário em que mais de 20 milhões de pessoas dirigem sem habilitação. As novas regras, porém, não se aplicam a condutores com 70 anos ou mais.