Agente da Polícia Civil é afastado no PR após denúncias de estupro e revistas íntimas ilegais

Foto: Fábio Dias/EPR

Por determinação do Juízo da Central de Garantias, um agente da Polícia Civil do Paraná foi afastado de suas funções após pedido do Ministério Público (MPPR). A investigação, conduzida pelo Núcleo de Apoio à Vítima de Estupro (Naves), apura crimes de estupro e violação sexual mediante fraude.

Relatos de Abuso e Irregularidades

Segundo a denúncia, ao menos duas mulheres sob custódia do Estado foram vítimas do agente. Os relatos apontam que o policial realizava revistas íntimas invasivas sem a presença de policiais femininas procedimento que viola frontalmente os protocolos legais. Além dos abusos, as vítimas descreveram comportamento intimidatório e tratamento degradante durante as abordagens.

Medidas Cautelares e Punições

Para preservar a investigação e evitar novos delitos, a Justiça acatou integralmente os pedidos do MPPR, determinando:

  • Afastamento imediato do cargo e das funções públicas;
  • Recolhimento de arma funcional, munições, distintivo e identificação;
  • Suspensão de acesso a sistemas de inteligência e bancos de dados da Polícia Civil;
  • Proibição de contato com as vítimas e testemunhas do caso.

A medida visa garantir que o investigado não utilize seu poder de autoridade para interferir no processo ou continuar cometendo irregularidades.

O que diz a lei?

A realização de revistas íntimas em mulheres por agentes do sexo masculino, especialmente em ambientes de custódia, é considerada uma violação de direitos humanos e protocolos de segurança pública, podendo configurar crime de abuso de autoridade e violência sexual.

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