Imagem Campanha da Sanepar Companhia de Saneamento do Paraná sobre o Verão Consciente 2026 criada pela IMAM Creators & Strategists.
Autor: Helisson Schiavinato – IMAM C&S
A publicidade institucional dos governos não deveria ser vista como gasto. Ela é, na prática, uma das ferramentas mais eficientes de economia de recursos públicos. Quando o poder público investe em campanhas de prevenção, como dengue, vacinação, saneamento ou uso consciente da água tratada, o impacto vai muito além da comunicação. Ele chega diretamente ao orçamento. Vamos aos fatos: Entre 2015 e 2024, apenas as internações por dengue e chikungunya custaram mais de R$ 1,2 bilhão ao sistema de saúde brasileiro. Em muitos casos, uma única internação por dengue pode ultrapassar R$ 5 mil, chegando a mais de R$ 9 mil em quadros graves. E o impacto não para aí. Doenças evitáveis relacionadas a saneamento, que também dependem de campanhas educativas, geraram R$ 174 milhões em internações só em 2024. Agora pense no outro lado da equação. O próprio Ministério da Saúde destinou mais de R$ 1,5 bilhão em ações de prevenção e controle da dengue. E quando falamos de água tratada, o raciocínio é o mesmo. Produzir, tratar e distribuir água potável exige investimentos altos em captação, energia, infraestrutura e manutenção. O desperdício pressiona todo esse sistema, aumenta custos operacionais e, inevitavelmente, impacta tarifas e investimentos públicos. Campanhas de uso consciente da água reduzem o desperdício, preservam os sistemas de abastecimento, evitam crises hídricas e diminuem a necessidade de obras emergenciais, que costumam ser muito mais caras. Por quê? Porque prevenir é mais barato do que remediar. E mais eficiente. Campanhas de comunicação bem estruturadas têm o poder de reduzir o número de casos, diminuir internações, evitar colapso do sistema de saúde, preservar recursos naturais, melhorar a eficiência dos serviços públicos e, principalmente, economizar bilhões em recursos públicos. Publicidade pública, quando bem feita, muda comportamento. E comportamento, em escala, muda indicadores econômicos. No fim, a conta é simples. Menos prevenção significa mais doença, mais desperdício e mais custo. Mais prevenção significa menos doença, mais eficiência e melhor uso dos recursos públicos. A pergunta que fica não é sobre o investimento em comunicação. É sobre o custo da omissão.