Uma suspeita de fraude na quantidade de combustível fornecida por um posto de Curitiba levou o deputado estadual Artagão Júnior (PSD) a registrar um boletim de ocorrência e cobrar fiscalização rigorosa no setor. O caso foi apresentado pelo parlamentar na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), após uma situação que levantou dúvidas sobre a precisão da bomba de abastecimento.
Segundo Artagão, a bomba registrou o fornecimento de 80,5 litros de combustível durante o abastecimento de sua caminhonete, embora a capacidade do tanque informada pelo deputado seja de 80 litros.
Desconfiado do volume registrado, ele solicitou uma verificação no próprio estabelecimento. Durante o procedimento, de acordo com seu relato, foram necessários mais 2,44 litros para que a medida utilizada na aferição atingisse a marca de 20 litros.
Deputado acionou a polícia
Diante da diferença identificada, o parlamentar afirmou ter acionado a Polícia Militar e registrado um boletim de ocorrência. O caso foi encaminhado para apuração, e o deputado defendeu a participação dos órgãos responsáveis pela fiscalização dos equipamentos de abastecimento.
Na Assembleia, Artagão cobrou medidas para verificar o funcionamento da bomba e responsabilizar os envolvidos caso a irregularidade seja confirmada.
O parlamentar também demonstrou preocupação com a possibilidade de outros consumidores estarem pagando por quantidades de combustível superiores às efetivamente fornecidas sem perceber a diferença.
Fiscalização e defesa do consumidor
A denúncia reacende a discussão sobre a necessidade de fiscalização das bombas de combustíveis e de mecanismos que garantam a transparência nas relações de consumo.
O Instituto de Pesos e Medidas do Paraná (Ipem-PR) é responsável por verificações metrológicas desses equipamentos. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) também recebe denúncias relacionadas a irregularidades na comercialização de combustíveis.
Caso sejam constatadas infrações, os responsáveis poderão estar sujeitos às medidas administrativas e legais previstas na legislação.
Posto não foi identificado
Até a divulgação das informações sobre a denúncia, o nome do estabelecimento não havia sido tornado público pelo deputado. Também não havia sido divulgada uma conclusão técnica independente que confirmasse a ocorrência de fraude.
A diferença relatada durante a aferição precisa ser analisada pelos órgãos competentes para determinar se houve irregularidade no equipamento e quais medidas devem ser adotadas.
Enquanto a apuração não for concluída, o caso permanece como uma suspeita apresentada pelo parlamentar, e não como fraude comprovada.
A denúncia foi apresentada em sessão da Assembleia Legislativa do Paraná na terça-feira (20). Artagão defendeu uma fiscalização mais rigorosa para proteger os consumidores e evitar possíveis prejuízos no abastecimento de veículos.
Fonte: Assembleia Legislativa do Paraná


