Foz do Iguaçu registrou 923 casos de estelionato no primeiro bimestre de 2026, o maior número dos últimos sete anos para o período, segundo dados divulgados nesta semana.
Na média, foram cerca de 15,6 golpes por dia entre janeiro e fevereiro — o equivalente a um caso a cada 1h30.
O avanço mantém uma tendência de crescimento observada nos últimos anos. Em 2020, foram 208 ocorrências no mesmo período. O número subiu para 397 em 2021, chegou a 697 em 2022, caiu levemente para 667 em 2023 e voltou a crescer em 2024 (751) e 2025 (832).
De acordo com autoridades, a maioria dos crimes está ligada ao ambiente digital. Entre os golpes mais comuns estão falsas vendas pela internet, clonagem de contas em aplicativos de mensagens e pedidos de transferência feitos por criminosos que se passam por conhecidos.
O aumento acompanha a expansão do uso de serviços online e transações digitais. Especialistas alertam que os golpistas utilizam estratégias cada vez mais sofisticadas, dificultando a identificação das fraudes.
A recomendação é evitar compartilhar dados pessoais, desconfiar de ofertas com preços muito abaixo do mercado e sempre confirmar pedidos de dinheiro antes de realizar qualquer pagamento.
No Paraná, o cenário também preocupa. O estado registrou 31.870 casos de estelionato no primeiro bimestre de 2026 — alta de 15% em relação ao mesmo período do ano passado.


