O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pelo Palácio do Planalto, segundo pesquisa PoderData/AYA divulgada nesta segunda-feira (19). O levantamento aponta Flávio com 52% dos votos válidos, enquanto Lula registra 48%, uma diferença de quatro pontos percentuais.
O resultado representa uma mudança em relação à pesquisa anterior do instituto, divulgada em 16 de outubro, quando os dois candidatos apareciam empatados, com 50% dos votos válidos cada um.
A pesquisa foi realizada entre os dias 16 e 18 de outubro, a seis dias do segundo turno, marcado para 25 de outubro. Ao todo, foram entrevistados 3 mil eleitores por telefone, em 695 municípios das 27 unidades da Federação.
Diferença muda na reta final
Na comparação com o levantamento anterior, Flávio avançou dois pontos percentuais, enquanto Lula recuou dois pontos. A diferença entre os candidatos passou de zero para quatro pontos percentuais.
A margem de erro é de 1,8 ponto percentual, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento foi realizado com recursos próprios do instituto e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-02586/2026.
Intenção de voto total
Quando são considerados os votos totais, incluindo brancos, nulos e eleitores indecisos, Flávio Bolsonaro aparece com 49% das intenções de voto, contra 46% de Lula. Outros 4% afirmaram que pretendem votar em branco ou anular o voto, enquanto 2% não souberam responder.
Os números mostram uma disputa ainda concentrada nos dois candidatos, com diferenças entre os resultados conforme o critério utilizado para calcular as intenções de voto.
Rejeição também influencia a disputa
O levantamento também mediu a rejeição dos candidatos. Segundo os dados divulgados, 48% dos entrevistados afirmaram que não votariam em Lula de jeito nenhum. Para Flávio Bolsonaro, o índice foi de 44%.
A pesquisa ocorre na última semana da campanha presidencial, período em que os candidatos intensificam a mobilização de apoiadores e as tentativas de conquistar eleitores indecisos.
Apesar da vantagem apontada pelo PoderData/AYA, pesquisas eleitorais representam um retrato das intenções de voto no período da coleta e não garantem o resultado das urnas.


