A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a proibição da propaganda do medicamento Semavy, à base de semaglutida, após identificar anúncios do produto em diferentes canais de divulgação.
A decisão foi publicada nesta sexta-feira (25) no Diário Oficial da União e alcança materiais promocionais encontrados em painéis eletrônicos no Aeroporto de Congonhas, no site relacionado ao produto e em perfis nas redes sociais.
O Semavy integra o grupo de medicamentos conhecidos popularmente como “canetas emagrecedoras”. Apesar da associação ao tratamento para perda de peso, o medicamento foi registrado pela Anvisa com indicação para diabetes mellitus tipo 2 insuficientemente controlado.
Medicamento exige receita
O produto possui tarja vermelha e está sujeito à retenção de receita médica. De acordo com a regulamentação sanitária brasileira, medicamentos que dependem de prescrição não podem ser anunciados ao público em geral.
A divulgação desses produtos fica restrita aos profissionais habilitados a prescrever ou dispensar medicamentos, como médicos, dentistas e farmacêuticos.
A medida adotada pela Anvisa, portanto, está relacionada especificamente à forma como o medicamento vinha sendo divulgado, e não representa uma suspensão de seu registro sanitário.
Semavy foi registrado neste ano
O Semavy recebeu registro da Anvisa em julho de 2026, junto com outras quatro canetas de semaglutida. Os medicamentos foram aprovados para o tratamento de adultos com diabetes tipo 2 que não apresentam controle adequado da doença.
A semaglutida pertence à classe dos agonistas do receptor GLP-1, grupo de medicamentos que ganhou grande repercussão nos últimos anos por também estar associado ao controle do peso.
A agência vem intensificando a fiscalização sobre a publicidade e a comercialização de produtos dessa categoria. Em setembro, por exemplo, determinou a proibição de uma caneta de GLP-1 sem registro sanitário no Brasil, incluindo restrições à importação, venda, propaganda e uso.
No caso do Semavy, a determinação atual se concentra na publicidade irregular do medicamento.



