Saúde

Novas regras ampliam possibilidade de doação de sangue para pessoas acima dos 70 anos

Doadores regulares poderão continuar contribuindo após completar 70 anos, desde que sejam considerados aptos em avaliação clínica ARQUIVO / AGÊNCIA BRASIL
Novas regras ampliam possibilidade de doação de sangue para pessoas acima dos 70 anos
Foto: Divulgação


As regras para doação de sangue no Brasil mudam a partir desta quarta-feira (30). Entre as principais alterações está a possibilidade de doadores regulares continuarem realizando doações depois dos 70 anos, desde que estejam saudáveis e sejam aprovados na avaliação clínica do serviço de hemoterapia.

A mudança foi estabelecida pela Portaria GM/MS nº 11.685/2026, publicada em julho pelo Ministério da Saúde. A nova regulamentação atualiza os critérios para doação e busca adequar a triagem aos avanços laboratoriais e às condições atuais da população.

A autorização, porém, não significa que qualquer pessoa acima dos 70 anos poderá começar a doar. A regra é direcionada a quem já era doador regular e continuará dependendo da avaliação individual feita pelo serviço de hemoterapia.

Prazo para tatuagem e procedimentos estéticos diminui

A nova regulamentação também reduz o período de espera para pessoas que fizeram tatuagem, maquiagem definitiva ou determinados procedimentos estéticos.

Quando houver comprovação de que o procedimento foi realizado em local que segue as normas de segurança, a doação poderá ocorrer após sete dias. Caso não seja possível verificar essas condições, o prazo permanece em quatro meses.

Para piercing na boca ou na região genital, a doação poderá ser realizada quatro meses depois da retirada.

Também houve redução do prazo para quem passou por endoscopia ou utilizou anabolizantes sem prescrição médica: de seis para quatro meses.

Uso de medicamentos passa por avaliação

As novas regras tornam a triagem mais individualizada em algumas situações. O uso de medicamentos e determinadas condições de saúde não significa necessariamente impedimento automático para a doação.

O candidato deve informar corretamente os medicamentos utilizados e seu histórico de saúde durante a entrevista. A decisão sobre a aptidão é tomada pela equipe responsável pela triagem.

Mais testes para aumentar a segurança

A regulamentação também amplia os mecanismos de segurança das transfusões. O Brasil passa a utilizar obrigatoriamente o NAT Plus, teste capaz de identificar HIV, hepatites B e C e também o parasita causador da malária.

Com a inclusão da malária na triagem, também foram alterados os períodos de espera para pessoas que estiveram em regiões consideradas de risco.

Outra mudança envolve a identificação das bolsas e amostras de sangue, que passa a utilizar o padrão internacional ISBT 128, permitindo maior rastreabilidade durante as diferentes etapas do processo.

Plaquetas poderão ser utilizadas por mais tempo

O prazo de validade dos concentrados de plaquetas também poderá ser ampliado de cinco para até sete dias, desde que sejam cumpridos os critérios de controle de qualidade.

A medida pode ajudar a reduzir perdas e ampliar a disponibilidade desse componente, utilizado com frequência no tratamento de pacientes com câncer, doenças hematológicas e outras condições que exigem transfusões.

Quem pode doar

Entre os critérios básicos estão:

  • pesar pelo menos 50 quilos;

  • estar em boas condições de saúde;

  • ter dormido pelo menos seis horas nas últimas 24 horas;

  • estar alimentado;

  • apresentar documento oficial com foto.

Adolescentes a partir dos 16 anos também podem se candidatar, desde que tenham autorização formal do responsável.

A avaliação final é feita pelo serviço de hemoterapia, que verifica individualmente se o candidato está apto para realizar a doação.


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