A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a venda de medicamentos por meio de plataformas digitais de entrega, como iFood e Rappi. A mudança amplia as possibilidades de compra de remédios pela internet e permite que farmácias utilizem aplicativos já conhecidos pelos consumidores.
A medida, no entanto, não significa que todos os medicamentos poderão ser vendidos livremente pelas plataformas. As farmácias continuam obrigadas a cumprir as normas sanitárias e as exigências específicas para cada tipo de produto.
A decisão busca acompanhar a transformação do comércio eletrônico e a expansão dos serviços de entrega rápida, permitindo que medicamentos sejam incluídos nesse modelo de distribuição.
Venda terá regras
Mesmo com a autorização, a comercialização continua vinculada às farmácias e aos estabelecimentos devidamente regularizados. A responsabilidade pela venda e pela entrega permanece com o estabelecimento autorizado.
Medicamentos que exigem receita médica continuam sujeitos à apresentação e retenção da prescrição quando prevista pela legislação. A mudança não elimina as exigências relacionadas a medicamentos controlados ou sujeitos a regras especiais.
A Anvisa também mantém as normas destinadas a garantir a segurança, a qualidade e a procedência dos medicamentos comercializados.
Compra pelo aplicativo
Com a nova regra, o consumidor poderá encontrar medicamentos em plataformas de entrega, de maneira semelhante à compra de outros produtos.
A disponibilidade, os preços, os prazos de entrega e os medicamentos oferecidos dependerão das farmácias participantes e das regras aplicáveis a cada produto.
A medida representa uma mudança importante no acesso aos medicamentos, principalmente para consumidores que já utilizam aplicativos de entrega no dia a dia.
Atenção ao comprar medicamentos
A facilidade de adquirir medicamentos pelo celular também exige atenção do consumidor. É importante verificar se o produto está sendo vendido por uma farmácia regularizada e conferir informações como nome, fabricante, validade e condições de armazenamento.
A orientação é evitar produtos comercializados fora dos canais autorizados, especialmente medicamentos que prometem resultados rápidos ou que são oferecidos sem as exigências determinadas pelas autoridades sanitárias.
A nova regra amplia os canais de venda, mas não muda a necessidade de segurança e controle na comercialização de medicamentos.



