Saúde

Secretaria da Saúde reorganiza fluxo de atendimento urgência e emergência no Oeste

Foto: Geraldo Bubniak/AEN A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) publicou nesta quinta-feira (18) a Resolução Sesa nº 2022/2025, que redefine…

Secretaria da Saúde reorganiza fluxo de atendimento urgência e emergência no Oeste
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Foto: Geraldo Bubniak/AEN

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) publicou nesta quinta-feira (18) a Resolução Sesa nº 2022/2025, que redefine os critérios de regulação assistencial dos atendimentos de urgência e emergência na média e alta complexidade hospitalar na Macrorregião Oeste. A iniciativa organiza os fluxos de pacientes, torna o atendimento mais ágil e resolutivo, contribui para a redução da sobrecarga dos hospitais terciários e fortalece o processo de descentralização e regionalização do Sistema Único de Saúde (SUS).A normativa amplia o papel dos hospitais de média complexidade, permitindo que assumam, de forma progressiva, os atendimentos compatíveis com sua estrutura e perfil assistencial. Com isso, a rede passa a funcionar de maneira mais equilibrada, direcionando os casos conforme o nível de complexidade necessário e qualificando o acesso aos serviços.“Estamos organizando a rede para que cada hospital atue de acordo com sua vocação e habilitação. Os hospitais de média complexidade ganham mais protagonismo na assistência, enquanto os de alta complexidade se dedicam aos atendimentos que exigem maior especialização, garantindo mais eficiência, agilidade e qualidade no cuidado à população”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

A resolução consolida as referências hospitalares para a média e a alta complexidade em áreas estratégicas como traumato-ortopedia, cardiologia, cirurgia cardiovascular, vascular e endovascular, além de neurologia e neurocirurgia. A definição segue critérios técnicos, considerando as habilitações do Ministério da Saúde (MS), os contratos assistenciais firmados e a capacidade instalada dos hospitais em cada regional.Com a nova regulamentação, as Centrais de Regulação de Urgências, com sedes em Cascavel, Foz do Iguaçu e Pato Branco, passam a direcionar os pacientes de forma mais precisa e oportuna, levando em conta a gravidade do caso, o tempo de resposta, a localização geográfica e a disponibilidade dos serviços.Já o Complexo Regulador Macro-Oeste, sediado em Cascavel, será responsável por ordenar a distribuição dos leitos hospitalares, assegurando o cumprimento das referências estabelecidas e o encaminhamento adequado dos pacientes que necessitam de internação.“Essa padronização dos fluxos assistenciais fortalece a integração entre os pontos da Rede de Atenção à Saúde e favorece o uso mais racional dos recursos do SUS, com impacto direto na redução da sobrecarga dos serviços de alta complexidade”, explicou o secretário.

A Sesa reforça que as Regionais de Saúde atuarão de forma integrada com os hospitais, acompanhando os fluxos de atendimento e garantindo o cumprimento das diretrizes estabelecidas na resolução.A Macrorregião Oeste é composta pelas Regionais de Saúde de Pato Branco (7ª RS), Francisco Beltrão (8ª RS), Foz do Iguaçu (9ª RS), Cascavel (10ª RS) e Toledo (20ª RS), abrangendo 94 municípios.

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